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A Síndrome da Morte Súbita do Lactente ou Bebê é a principal causa de morte em lactente entre 1 mês e 1 ano de vida (50% do total em países desenvolvidos), tendo predomínio entre os 2 e 4 meses atualmente, sendo que raramente ocorre após os 6 meses de idade.

É uma morte inexplicável de uma criança, aparentemente saudável com menos de 1 ano de vida após extensa investigação, incluindo o resultado da necropsia, e sempre devemos descartar o sufocamento proposital ou infanticídio.

Geralmente a criança é encontrada no berço na maioria das vezes de barriga para baixo, sem nenhuma causa aparente para o ocorrido.

Apesar do termo parecer novo no Brasil, pelo menos para algumas pessoas, ele foi inventado em 1969 para descrever essas mortes sem causa aparente durante o sono.

Durante a década de 80 inúmeros estudos científicos concluíram que z causa era o sufocamento e um grande fator dd risco era a posição pronada ou de bruços ou dd barriga para baixo.

A partir daí, inúmeros países começaram campinhaa nacionais para educar a todos sobre os riscos e as condutas apropriadaas para aumentar a segurança do sono da criança. O primeiro país foi a Holanda em 1988, seguido dos paises europeus, e em 1992 os Estados Unidos realizaram a maior campanha de segurança do sono da história envolvendo mais de 6000 rádios e 1000 canais de televisão.

Peço que não achem que foi erro de digitação, tudo isso ocorreu há mais de 20 anos, e as campanhas ainda ocorrem nesses países. Mesmo assim, 55% das crianças americanas ainda dormem em um ambiente de risco.

O fator ambiental é responsável por quase 70% dos casos de morte súbita e são completamente preveniveis com as atitudes e informações corretas.

O principal fator para a ocorrência de morte súbita é a posição em que a criança é colocada para dormir. Nunca devemos colocar ou deixar um bebê dormir de barriga para baixo, exceto após a idade ou a capacidade do mesmo de virar e desvirar que normalmente ocorre após os 4 meses de vida.

Desde de 1992 existe uma recomendação mundial liderada inicialmente pela Academia Americana de Pediatria (AAP) orientando os Pais, Cuidadores e Profissionais da Saúde a posicionar os bebês de costas para dormir. A campanha Back to Sleep foi lançada em 1994 e conseguiu uma redução de 70% no número de casos de morte pela Síndrome da Morte Súbita do Lactente.

No Brasil não temos dados confiáveis em relação ao número de casos para comparação, mas devemos ultrapassar os 4.000-5.000 mortes ao ano. Nos Estados Unidos (com uma população 57% maior), os casos confirmados estão estáveis em torno de 2.000 ao ano.

SIDS

A causa aparentemente é uma disfunção nos mecanismos excitatórios e inibitórios do sistema cardiopulmonar levando a uma parada cardiorrespiratória e morte.  Essa disfunção leva a perda da capacidade de autorressuscitação da criança no caso de asfixia mecânica ou sufocamento e ocorre em até 80% das crianças entre 2-6 meses. Porém existem inúmeros fatores agravante e propiciadores.

Fatores de Risco

  • Dormir de bruços – risco 15x maior
  • Dormir de lado – risco 2x maior
  • Outro filho que faleceu de forma inesperada no primeiro ano  – risco 10x maior
  • Uso de álcool, fumo e drogas – risco 6-8 x maior
  • Dormir em outro cômodo antes de 1 ano – risco 1,5 x maior
  • Prematuridade – risco 3 x maior

Como Proteger seu Bebê

  • Dormir sempre de barriga para cima;
  • Superfície firme. Não dormir sobre mantas, cobertas, sofá, e slings e cangurus devem ser utilizados corretamente.
  • Sem cobertores, protetores de berço, mantas, travesseiros, pelúcias, principalmente próximo ao rosto;
  • Os Pais, principalmente a Mãe, não fumar, usar drogas ou ingerir álcool desde a gestação;
  • Não dormir com a criança na cama;
  • Deixar no berço ou carrinho no quarto dos pais pelo menos até os seis meses, mas nunca na cama
  • Não agasalhar muito a criança, sempre seguir a regra de no máximo uma peça de roupa a mais que os Pais.
  • O uso de chupeta no início do sono reduz o risco de morte por sufocamento. O benefício ocorre mesmo se a criança largar a chupeta durante a noite. Chupar dedo não é fator de proteção.
  • Vacinação e prenatal devem ser realizados corretamente
  • Não utilizar produtos com o intuito de proteger o bebê como rolinhos, protetores de berço ou travesseiro anti-refluxo.
  • Toda criança deve ser deixada de barriga para baixo quando acordada e observada para reduzir o risco de sufocamento em caso de rolamento para essa posição durante a noite.

  • Prematuros e bebês com baixo peso ao nascer;
  • Filhos de mães viciados em drogas ou fumantes;
  • Crianças com episódios anteriores de eventos de cianose (ficou roxo) ou apnéia (pausa respiratória) com necessidade de estimulo para retornar;
  • Doenças genéticas como cardiopatias com arritmias (desde não diagnosticadas em vida)
  • Dormir de barriga para baixo;
  • Sexo Masculino tem risco 50% maior.

    Dr. Christian Helfstein

    CRM/SP 119.947