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Nos primeiros anos de vida, a eterna dúvida da mãe é se o bebê ou a criança não está passando fome. Isso é devido a nosso evolução, pois durante milhões de anos o ser humano dependeu da coleta e da caça para se alimentar e nem sempre o alimento estava disponível em nossos momentos de fome. Essa marca evolutiva ficou arraigada em nosso cérebro apesar de na maior parte dos países do mundo o número de obesos supera largamente o número de desnutridos.

Esse mesmo caráter evolutivo impede a maioria absoluta das crianças, tirando os raros casos de anorexia nervosa antes da adolescência, tente se matar passando fome ou fique com fome de verdade apenas para fazer birra ou forçar a liberação de um alimento preferido.PS - pequeno

Lembrando que os dois principais motivos para uma criança não comer são: Falta de Fome (pura e simplesmente) e Doenças Infecciosas como como gripes, resfriados, dores de garganta, bronquiolites, pneumonias, sinusites, otites, vômitos e diarréia, infecção de urina, dengue, chikungunya e zika, só para citar alguns exemplos. Clique ao lado para saber mais sobre essas doenças.

Em todas as idades, o grande parâmetro para a avaliação da Fome é o ganho de peso, ou seja, sem pesar não dá para responder se uma criança está comendo adequadamente ou não. Nos bebês pequenos, a quantidade de xixi está relacionada à quantidade de leite ingerido e serve como um parâmetro indireto. Nas crianças maiores de 1 ano, o parâmetro indireto é o nível de atividade ou o tanto que brincam.

A fase de menor engorda da vida da criança é a principal fase de aparecimento da obesidade, justamente pela preocupação extrema com relação ao ganho de peso, suposta falta de apetite, uso de vitaminas ou estimulantes do apetite e as vezes até a alimentação forçada.Curvas de Crescimento peso e obesidade na criança e bebê

Somos sempre nós, os Pais, os responsáveis pela alimentação de nossos filhos, portanto não use os alimentos para gratificação, controle de birras, como meio de troca e etc. Crinaças não trabalham e não podem comprar a própria comida.

Para saber se o peso de seu filho está correto é só clicar na figura ao lado.

Didaticamente vou separar a fome das crianças em 5 fases e seu respectivo ganho de peso:

  • Primeiros meses
    • 0-3 meses: pelo menos 600 gramas ao mês ou 20 gramas por dia
    • 3 – 6 meses: pelo menos 450 gramas ao mês ou 15 gramas ao dia
  • Introdução de dieta complementar ou sucos, frutas e papas
    • 6-9 meses: mais de 300 gramas ao mês
    • 9 -12 meses: de 200 gramas ao mês
  • Dos 2 aos 5 anos: fase da falta de apetite
    • ganham de 100-200 gramas ao mês ou 1-3 quilos ao ano (mais utilizado)
  • Dos 5 – Adolescência
    • ganham de 150-300 gramas ao mês ou 1-3 quilos ao ano (mais utilizado)
  • Adolescência
    • ganham 500- 600 gramas por centímetro de crescimento, chegando até 6-8 quilos ao ano no auge da adolescência.

Primeiros Meses

A Fome talvez seja a maior fonte de dúvidas após o nascimento, principalmente nos primeiros 15 dias em bebês que não estão mamando bem ao seio, mães de primeira viagem e que realizaram cesarianas, pois todos são fatores que dificultam a amamentação ao seio nos primeiros dias.

Leite e FomeExistem três fases onde a produção de leite da mãe pode ser superada pela fome do bebê: 0-5 dias, 45 dias e 3 meses e esse tema deve ser abordado na consulta de rotina anterior. O importante é ter paciência, ficar calma, se alimentar bem, beber bastante água e oferecer o seio com muita frequência (mais importante)

Para não ser repetitivo, eu irei falar apenas que não existe leite materno fraco, existem diferentes mães e bebês e essa somatória faz com que diferentes bebês tenham comportamentos tão diferentes, além de outras causas de Choro no Bebê:

  • Variações no conteúdo de gordura no leite materno de uma mamada para outra e de uma mãe para outra fazem a engorda ser diferente e o intervalo das mamadas também.
  • Variação na fome do Bebê: existem bebês que ganham 750 gramas/mês e são calmos e alguns só acalmam ganhando quase 2 quilos por mês. Meninos geralmente mamam mais dos que as meninas.

Antes de dar mamadeira ou outro tipo de leite, passe por uma consulta médica, pese seu bebê e só então será possível avaliar a necessidade de medicações que aumentam o leite ou a introdução de qualquer complemento.

Lembrando que o leite materno é o melhor alimento nos primeiros meses de vida de seu bebê. A técnica de amamentação, posições diferentes, medicações e dicas para aumentar o leite estão presentes aqui.

Sinais de bom ganho de peso são xixi abundante e claro, além de ganho de peso acima de 600 gramas ao mês.

Sinais de Alerta são choro durante ou após todas as mamadas, curtos intervalos entre mamadas (menos de 1 hora), só fica calmo ao seio, não faz xixi, está muito amarelado ou irritado.

E não se sinta mal se você optar por dar um complemento ao seu filho. Ninguém pode julgar essa decisão, já que apesar do leite materno ser melhor do que qualquer outro leite, todos os estudos indicam que a utilização de formulas adequadas gera pouco ou nenhum prejuízo no aspecto nutricional à criança, apesar de não existir o componente imunológico presente no leite materno.

Introdução de Dieta Complementar

Nessa fase que normalmente ocorre aos 06 meses, mas a janela de introdução segundo a maioria dos estudos contemporaneos é de 4 a 11 meses de vida. A preocupação com a fome é menor nessa fase pois a amamentação já está acertada na maioria dos casos e são raros os bebês que ainda não estão engordando adequadamente.

Toda fase de transição gera inúmeras dúvidas e inseguranças, e a introdução de dieta não poderia ser diferente. Todas as crianças comem fruta, legumes e tomam suco desde que estejam com Fome e com Sede respectivamente.

Até os 2 anos de vida ocorre uma Programação em nosso cérebro, deixando registrados os alimentos mais ingeridos e por consequência, quais serão os alimentos mais aceitos durante o resto de nossas vidas. Nessa fase é criado o Hábito Alimentar (clique aqui para saber mais)

Se os Pais não reduzirem o conteúdo de leite da dieta do bebê, seja leite materno ou fórmula na mamadeira, a maioria dos bebês irá experimentar os novos alimentos, mas após poucas colheres, vai rejeitaro restante já que não está com fome.

Eu, opinião particular do Pediatra e Pai Christian, acho que devemos colocar horários na mamadas e refeições dos bebês e assim, termos um intervalo de pelo menos duas horas entre o leite e as refeições, aumentando a chance de aceitação da nova dieta.

Normalmente as crianças são mortas de fome entre 9 meses e 15 meses, deixando alguns Pais com a falsa impressão que isso irá durar para sempre … huummm …. vã ilusão!!

Dos 2 – 5 anos

Esse é a fase da chatice com relação à alimentação com redução importante, mais importante mesmo, na quantidade de comida aceita (entre 1/2 e 2/3) e na variedade de alimentos que a criança ingere.

Isso basicamente ocorre em virtude da redução de crescimento de 25-30 centimetros ao ano nos primeiros 12 meses para 4-5 centimetros ao ano a partir de agora. Como um prédio em contrução, qualquer redução na velocidade de crescimento impacta em uma redução na necessidade de matéria prima ou Comida.

Crianças nessa fase tem pouca fome e coincidentemente, as crianças mais altas são exatamente as que mais comem. A redução da variedade também é causada pela redução no apetite e vocês todos devem se lembrar da frase: “Quando a fome é pequena, goiaba tem bicho”. Resumindo, quem não tem fome aceita apenas o que considera gostoso, já que ninguém como chocolate, bala, refrigerantes, bolachas, leite e etc apenas quando está com fome.

Essa é a fase da consolidaçaõ do Hábito Alimentar e inicio da prevenção à Obesidade.

Essa fase é conhecida como “Fase do ECA”, “Inapetência Fisiológica” ou “Falso Estirão”, pois as crianças parecem a cada dia mais altas e magras. Até as costelinhas começam a aparecer e na realidade são ótimos sinais de que seu filho não está engordando demais.

Para saber se está tudo bem com seu filho nessa fase, o segredo é pesar anualmente no pediatra e observar se brinca. CRIANÇAS BRINCANDO NÃO ESTÃO DOENTES E NEM COM FOME!!

Dos 5 anos até a Adolescência

É talvez a fase mais tranquila da criança em todos os aspectos, desde fisico com poucas doenças como psicológicos com poucos questionamentos e muita brincadeira, ou pelo menos era assim.

Hoje em dia, uma porcentagem grande de nossas crianças, devido à inumeras caracteristicas da vida moderna, não pode brincar na rua ou com amigos e irmão por segurança ou falta de espaço em casa, ficam cada vez mais tempo na frente de telas como celulares, tablets, televisores e computadores levando à um aumento explosivo do sedentarismo infantil (menos de 7 horas de atividade fisica por semana) com média de 20 minutos de atividade fisica ao dia.

O sedentarismo está levando ao aumento exponencial dos casos de obesidade e sobrepeso no Brasil e no Mundo, chegando a afetar 1 em cada 3 crianças acima de 2 anos de idade.

O tratamento, na teoria, é bem simples : reduzir o exceso alimentar e aumentar a atividade física. Na prática, apenas 20% das crianças obesas consegue emagrecer até a adolescência e se tornam adultos obesos. Existe um método nórdico de controle do peso com eficácia de até 70%, conheça clicando aqui

Num texto sobre fome, eu só abordo o assunto Obesidade, parece estranho né? As consultas nessa idade são sempre assim, Pais reclamam que o filho não come e eu digo que ele está acima do peso e deve comer menos ainda … engraçado senão fosse trágico!!

Adolescência

Finalmente as crianças voltam a comer com o aumeto progressivo da velocidade de crecimento para até  12 cm ao ano, segunda maior fase de crescimento do ser humano, sendo superado apenas pelos 2 primeiros anos de vida.

O menino cresce mais e por mais tempo (6 para ele e 3-4 para ela) e portanto come mais do que a menina, alias ele parece uma draga ou uma lima nova.

Devemos aproveitar essa super fome para melhorar a qualidade da alimentação de nosso pequenos, oferecendo muitas frutas, legumes, saladas, aliementos integrais e etc

Lembrando que para obter o crescimento máximo, os adolescentes devem dormir bem .(>10 horas por dia), comer bem (ganhar mais de 5 quilos ao ano) e fazer atividades fisicas (>5-7 horas semanais).

Dr. Christian Helfstein

CRM/SP 119.947

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