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O nascimento dos dentes é um dos primeiros sinais que o nosso Bebê está crescendo e por isso temos que aproveitar ao máximo essa fase tão curta e gostosa. Apesar de importantes para a alimentação da criança, os dentes não são imprescindíveis, tanto que os últimos dentes de leite nascem com 2,5 anos de vida, idade inimaginável para iniciar a dieta em pedaços.

Os dentes são responsáveis por cortar os alimentos em pedaços menores e misturar-los a saliva que é rica em elementos que iniciam a digestão dos alimentos. Lembrando que os bebês apresentam gengivas duras o suficiente para macerar a comida mesmo sem dentes.

Eles são divididos em permanentes ou secundários, num total de 32 dentes, e os de leite ou primários que somam 20 dentes. Eles começam a se formar por volta dos 2 meses de gestação e os últimos, chamados de 3º molares ou do ciso, se formam aos 4-5 anos.

Após o segundo mês de vida, a maioria dos bebê começa a apresentar aumento da salivação e da manipulação da boca, iniciando a fase dos mordedores e afins. Nessa fase, muitas crianças apresentam irritação importante ao manipular a gengiva, pois os dentes precisam cortar e atravessar toda a gengiva antes de nascerem.

Podemos utilizar alguns artifícios para reduzir esse incomodo, como uso de mordedores, inclusive aqueles com termogel que pode ser colocado na geladeira aumentando a eficiência, e uma dica, as crianças preferem superfícies mais duras para morder, a segunda técnica é massagearmos a gengiva com uma mão limpa, as crianças adoram quando fazemos isso, e por último o uso de medicamentos ou fitoterápicos com o intuito de acalmar ou reduzir a dor.

Podemos utilizar analgésicos sistêmicos, como dipirona, paracetamol ou ibuprofeno (meu preferido nesse caso), cuja vantagem é a maior potência e a maior duração dos efeitos, sendo ideal para o uso noturno. Ainda podemos utilizar o Nenêdent (não é mais fabricado), gel anestésico aplicado diretamente a gengiva de curta duração e grande potência; e a Camomilina C, que é um extrato de camomila concentrado e serve para acalmar, sem redução da possível dor.

Não utilize outras apresentações de anestésicos como lidocaína, cepacaína, hexomedine pois todas tem grande chance de efeitos colaterais graves, principalmente nos bebês.

Os dentes de leite nascem entre os 4 meses e os 2,5 anos, sendo o primeiro dente um dos centrais inferiores por volta dos 6 meses. Ao redor de um ano, a maioria das crianças tem entre 4 e 8 dentes. Os próximos a nascer são os primeiros do fundo entre 12 e 16 meses de vida, seguidos dos caninos ou presas ao redor de 1,5 anos e finalmente entre 2 e 2,5 anos nascem os últimos dentes da primeira dentição. É considerado normal a ausência de dentes até os 15 meses.

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A ocorrência de febre (20%) e outros distúrbios (70%) durante o nascimento dos dentes é controverso, porém nunca foi comprovado que não existe essa relação e eu como todo pai, observei que meu filho sempre tinha febre previamente ao nascimento dos dentes, aproximadamente 7-15 dias antes, sempre baixa até 38,5, duração máxima de 48 horas e associado à piora da salivação e distúrbios intestinais como alteração na cor das fezes (verde ou cinza), aumento da frequência, redução da consistência (mais moles) e principalmente, aumento na quantidade, daqueles de escorrer pelas costas e pernas. Algumas crianças ficam com a cabeça quente, mas sem febre nesse período.

Os dentes permanentes nascem após a queda do dente equivalente de leite, iniciando nas meninas ao redor de 6 anos e nos meninos aos 7 anos, iniciando sempre pelos dentes da frente e terminando com a dentição do fundo ao redor dos 18 – 21 anos. Sempre que ocorrer o nascimento de um dente, sem a respectiva queda do dente de leite, um dentista deve ser consultado.

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32 Dentes Permanentes

Cáries

A principal preocupação após o nascimento dos dentes é com as Cáries e como re proteger delas. A cárie dental é associada à infecção e proliferação de um grupo de bactérias em nossa boca. O principal alimento dessas bactérias são os carboidratos ou açúcares, portanto dependendo do tipo e da frequência da ingesta de carboidratos. O pior dos carboidratos é a sacarose, ou nosso açúcar de cozinha presente em todas as nossas receitas doces ou não.

A sacarose está presente em bebidas adoçadas, incluindo sucos de frutas naturais ou não adoçados, leite com uma colherzinha de açúcar e os refrigerantes ou nos doces como balas, chicletes, bolachas doces, gerando a formação de compostos pelas bactérias que iniciam a destruição dos dentes e a formação da cárie, que nada mais é que a infecção dos dentes. A quantidade e a frequência da ingesta desses produtos é o mais importante fator para a evolução das cáries.

Sempre escove o dente de seu filho antes de dormir, após a última mamada ou refeição, evitando o contato prolongado do leite ou outros carboidratos com o dente de seu filho a noite toda. E nada de mamadas de madrugada após 1 ano de idade.

Dormir com a boca suja é a principal causa de cáries nas crianças pequenas.

Outro fator é a contaminação da boca do bebê pelas bactérias que causam a cárie, quanto mais precoce e em maior quantidade, maior será a chance da ocorrência cárie. Essa contaminação ocorre através do contato com a saliva de outras pessoas, ou seja, compartilhar garfos ou colheres, mãos sujas na boca da criança ou deixar a criança colocar a mão em nossa boca, além de beijos próximos à boca.

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De: http://www.lisianebattastini.com.br

A prevenção é através da escovação de dentes com Flúor (há mais de 10 anos as crianças devem utilizar pastas com flúor). Nos menores de 2 anos, utilizamos uma raspada de pasta de dente com flúor 2x/dia, já que não sabem bochechar e cuspir, com escovas de silicone de dedo ou miniaturas das de adulto. Entre os 2 e 5 anos, utilizamos ervilha de pasta de dente 3x/dia, sempre que tiver contato com açúcar e antes de dormir. Após os 5 anos, a escovação deve ocorrer após cada refeição e devemos observar atentamente os menores de 8 anos, pois eles ainda não tem coordenação para uma higiene adequada da boca e portanto devemos realizar nós mesmos a escovação pelo menos 1x/dia.

A cárie é uma das principais causas de ínguas ou linfonodos de duração prolongada na região do pescoço da criança. As visitas ao Dentista são obrigatórias apenas após os 3 anos de idade e antes disso, o Pediatra é o principal observador das alterações dentárias e vai sugerir uma consulta mais precoce no caso de necessidade.

Dr Christian Helfstein

Médico Pediatra – CRM/SP 119.947

4 comentários sobre “Dentes

  1. Bom dia
    Sim, cada criança é uma criança.
    Tem criança que apresenta febre e outras não.
    Mas geralmente ocorre uns 15 dias antes dos dentes nascerem e não qdo estão rasgando.
    A associação de salivação irritabilidade e alterações nas fezes com ou sem febre são características de dente
    Eu sou da opinião que dar uma medicação para uma criança incomodada não fará nenhum mal.
    Abraço

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  2. Muitos sites que pesquisei dizem que não há relação de febre com dentição, mas acho que agora posso me tranquilizar, os sintomas variam em cada bebê. O meu tem 6 meses e teve 2 madrugadas febre de 38.5° e após medicar logo sanou e não ocorreu durante o dia, não encontrei dente ainda mas parece que tem a ver.

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  3. Doutor, essas suas publicações são de grande ajuda para as mamães de primeira viajem, sempre que estou com duvidas dou uma olhada na sua pagina, inclusive já recomendei para para varias mamães, obrigada !!

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